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SigaME e SureKits no mesmo hospital: onde cada um atua

O SigaME e o SureKits são dois produtos da Identhis que podem funcionar lado a lado no mesmo hospital, cada um com uma tarefa própria. Cada um cobre uma parte do hospital, os dois se tocam no centro cirúrgico, e o hospital pode começar por qualquer um.

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Em resumo
  • O SigaME é a suíte para a operação do hospital: coordena tarefas, localiza equipamentos e pessoas, acompanha o paciente, mobiliza equipes críticas e monitora condições. É feito para hospitais.
  • O SureKits é a camada de identificação e leitura por RFID do instrumental cirúrgico. Ele se integra ao software de CME que o hospital já usa e não é um software de gestão de CME.
  • Os dois se tocam no centro cirúrgico. O SigaME acompanha a caixa e a sala, e o SureKits identifica e confere cada instrumento.
  • O hospital pode começar por qualquer um, pelo problema que mais pesa hoje.

Duas rotinas dentro do mesmo hospital

Um hospital tem uma rotina de operação e uma rotina de instrumental. A de operação é feita de pedidos, deslocamentos, salas esperando limpeza e equipamentos que ninguém acha. A do instrumental começa na sala de cirurgia, passa pelo expurgo e pela montagem e termina na guarda do material esterilizado.

A Identhis tem um produto para cada uma. O SigaME é a suíte para a operação hospitalar e é feito para hospitais. O SureKits é a rastreabilidade por RFID do instrumental cirúrgico e atende também empresas de CME e empresas que alugam instrumentais para OPME. São dois produtos que podem funcionar lado a lado.

A operação do hospital: o que o SigaME cobre

O SigaME é uma suíte de cinco módulos que trabalham sobre os mesmos dados. Todos compartilham a mesma plataforma, com central de alertas única, página de Resultados e o aplicativo SigaME Mobile. Ele funciona sozinho: todo cadastro é feito nele, e as integrações com HIS, CFTV e e-mail são opcionais.

Cada módulo é contratado de forma independente ou combinada:

  1. Flow. Tarefas, equipes móveis, filas e SLAs, com pedido em dois toques. Serve ao transporte de pacientes, à limpeza, à hotelaria, à logística e ao apoio.
  2. RTLS. Equipamentos, materiais e pessoas no mapa, em tempo real, com Wi-Fi, BLE, RFID e GNSS.
  3. Journey. O acompanhamento do paciente: tempo por etapa, gargalos e estado das salas.
  4. TRR. Equipes críticas mobilizadas em códigos clínicos, com alarme, escalonamento e auditoria.
  5. Sense. Temperatura, umidade e pressão em refrigeradores, farmácias e salas.

O ciclo do instrumental: o que o SureKits cobre

O SureKits cuida da identificação e da leitura por RFID: a tag em cada instrumento, os equipamentos de leitura Identix e a conferência dos itens. O controle de processos, a rastreabilidade por lote e a auditoria continuam no software de gestão da CME que o hospital já usa, ao qual o SureKits se integra.

Ele acompanha o instrumental em quatro etapas:

  1. No centro cirúrgico. Com os instrumentos sobre a mesa de leitura ou conferidos com o coletor sobre uma mesa não metálica, a contagem confere todos os itens antes da cirurgia.
  2. Ao fim da cirurgia. O instrumentador ou o enfermeiro separa o que foi usado do que não foi, e a contagem é feita com o coletor em duas etapas, uma para cada grupo.
  3. No expurgo. Os instrumentos são recontados em uma mesa de leitura e preparados para a limpeza conforme o tipo, o que dá redundância ao processo.
  4. Na montagem e na guarda. O ciclo de cada instrumento é monitorado até voltar ao estoque esterilizado, e alertas avisam quando a esterilização está perto de vencer.

Onde os dois se encontram

O ponto de contato é o centro cirúrgico e o caminho do material até ele. A sala depende de caixas, kits, carrinhos, bandejas e instrumentais chegando ao local certo na hora certa. Os dois produtos olham para ela por ângulos diferentes: o SigaME para a caixa e a sala, o SureKits para cada instrumento.

  1. A caixa que chega. No SigaME, uma etiqueta RFID passiva em uma caixa cirúrgica é lida em portais e pontos de passagem. O RTLS registra a entrada e a saída e mostra se a caixa chegou ao centro cirúrgico.
  2. O que há dentro da caixa. No SureKits, a leitura confere cada instrumento antes da cirurgia e separa o usado do não usado ao fim dela. Para garantir a leitura de 100%, os instrumentos ficam sobre uma mesa não metálica.
  3. A sala depois da cirurgia. No SigaME, o Flow cria a tarefa de limpeza e, com RTLS, mede o início e o fim pela presença do profissional. Enquanto isso, o SureKits segue o instrumental para o expurgo.

Onde os dois não se encontram

O SigaME registra a presença e a passagem da caixa em locais conhecidos. A conferência dos instrumentos dentro dela, item por item, é função do SureKits, que não faz a leitura de 100% dentro de uma caixa fechada.

O SureKits, por sua vez, cuida de saber qual instrumento está ali. Ele não é um software de gestão de CME, e o histórico e as regras ficam no software de CME e nos sistemas do hospital. Ele também não coordena tarefas de equipes nem localiza pessoas e equipamentos no prédio, que é o trabalho do SigaME.

Há ainda uma diferença de público. O SigaME é feito para hospitais, enquanto o SureKits atende também empresas de CME e empresas que alugam instrumentais para OPME.

A RDC 15/2012 trata da rastreabilidade do processamento, incluindo os lotes de esterilização, e não obriga RFID individual por instrumento. [20]

Como começar por um dos dois

O hospital começa pelo problema que mais pesa hoje. Tarefas que não chegam à pessoa certa, equipamentos que ninguém acha, esperas que ninguém mede, equipes críticas acionadas por telefone e temperatura fora da faixa apontam para um módulo do SigaME. A conferência manual do instrumental aponta para o SureKits.

Em qualquer caminho, vale começar com um piloto cujos indicadores sejam combinados antes.

  1. Escolha o problema. O SigaME tem um módulo para cada dor operacional. O SureKits tem um foco só, o instrumental cirúrgico.
  2. Comece pequeno. No SigaME, um módulo basta, e todo cadastro é feito nele. No SureKits, o ponto de partida é a contagem com coletores RFID Identix, que leem as tags dos instrumentos dispostos sobre uma mesa não metálica.
  3. Cresça no ritmo do hospital. O SigaME ganha novos módulos e funções combinadas, como o despacho do Flow para o profissional mais próximo, que usa o RTLS. O SureKits acrescenta mesas de leitura DR-max, no expurgo e na montagem, e o módulo do centro cirúrgico sobre a mesma base de tags.
  4. Mantenha o que a equipe já usa. O SureKits se integra ao software de CME do hospital, e as tags são aplicadas no próprio hospital, sem retirar instrumentais da instituição, sem custo de transporte e sem cirurgias canceladas por causa da aplicação.

Perguntas frequentes

SigaME e SureKits são o mesmo produto?

Não. São dois produtos da Identhis que podem funcionar lado a lado no mesmo hospital. O SigaME coordena a operação, e o SureKits identifica e lê o instrumental cirúrgico.

Preciso contratar os dois?

Não. O hospital começa pelo problema que mais pesa hoje. Dentro do SigaME, cada módulo também é contratado de forma independente ou combinada.

O SureKits substitui o software de CME?

Não. Ele cuida da identificação e da leitura por RFID e se integra ao software de CME que o hospital já usa, que guarda o histórico e aplica as regras.

O SigaME serve para empresas de CME?

Não. O SigaME é feito para hospitais. O SureKits atende hospitais, empresas de CME e empresas que alugam instrumentais para OPME.

O SigaME precisa do sistema do hospital (HIS)?

Não. O SigaME funciona sozinho, e todo cadastro é feito nele. As integrações com HIS, CFTV e e-mail são opcionais e não bloqueiam a implantação.

O SigaME acompanha a caixa cirúrgica?

Sim, como um item que passa por portais RFID, que registram entrada e saída. Conferir cada instrumento dentro da caixa é função do SureKits, com os instrumentos sobre uma mesa não metálica.

Fontes

  1. Anvisa. Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012, arts. 24 a 26. anvisalegis.datalegis.net

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