- O tempo de um fluxo hospitalar se perde menos dentro das tarefas e mais nas passagens entre elas: do pedido ao aceite, do aceite à chegada, da alta à limpeza.
- O Flow transforma cada pedido em uma tarefa rastreável, com aceite, chegada e conclusão registrados com horário.
- O Journey mostra a etapa de cada paciente, o tempo em cada uma, os gargalos e o estado das salas. Ele funciona sobre o RTLS, que precisa estar contratado.
- Os módulos medem e avisam. Quem decide o que mudar continua sendo a gestão do hospital.
Artigo
Do pedido de transporte ao leito limpo: medir cada etapa
Um pedido de transporte passa por várias pessoas até o leito voltar a ficar limpo e livre, e o tempo costuma se perder nas passagens entre elas. Seguido do início ao fim, um pedido mostra o que o Flow e o Journey registram em cada etapa.
Um pedido simples que passa por muita gente
Alguém precisa levar um paciente a um exame. O pedido sai da enfermagem, chega a um maqueiro, o paciente é levado, o exame acontece, o paciente volta e, mais tarde, o leito ou a sala precisa ser limpo para o próximo. Cada passo parece curto. O que costuma pesar é o intervalo entre eles, porque ninguém enxerga o intervalo.
Os atrasos no transporte afetam exames, cirurgias, altas, transferências e a liberação de leitos. Por isso vale seguir um pedido do começo ao fim e perguntar, em cada passagem, quem sabia o quê e a partir de que horário.
O caminho de um pedido no Flow
Este é o percurso de um transporte para exame no SigaME Flow, com o RTLS contratado. Cada etapa fica registrada com horário.
- O pedido. A enfermagem escolhe o favorito do setor e envia em dois toques.
- A escolha. O Flow vê quem está livre e quem está mais perto, usando o RTLS dos eCom, e oferece a corrida ao primeiro da fila justa.
- O aviso. O eCom do maqueiro toca e vibra, e a tela mostra de onde e para onde.
- O aceite. Ele aceita com um botão. Quem pediu vê que a corrida foi aceita e a estimativa de chegada.
- O caminho. O RTLS acompanha o deslocamento no mapa, e o coordenador vê tudo em tempo real.
- A chegada. Com o eCom no local, a chegada é marcada sozinha.
- A conclusão. O maqueiro conclui. Tudo fica registrado com horário, e os tempos entram nos relatórios.
Onde o tempo costuma se perder
Seguindo o mesmo pedido, quatro passagens merecem atenção. Em cada uma, o que o hospital normalmente tem é um telefonema ou a memória de alguém.
- Do pedido ao aceite. Sem registro, quem pediu não sabe se alguém ouviu. No Flow, a tarefa é oferecida a quem está disponível, e o solicitante vê o aceite e a estimativa de chegada, por exemplo “chega em cerca de 5 min”, sem telefonar.
- Do aceite à chegada. Com o RTLS, o coordenador acompanha o deslocamento no mapa e a chegada ao local é marcada sozinha.
- Da saída do paciente à limpeza. A alta do paciente gera sozinha a limpeza terminal do leito. Quando a sala fica livre, a tarefa de limpeza é criada sem que alguém precise lembrar de pedir.
- Da limpeza à próxima entrada. Com o RTLS, o início e o fim da limpeza são marcados pela presença do profissional, e o giro da sala passa a ser medido automaticamente.
O que o Flow mostra
O quadro do coordenador lista cada tarefa com o estado, o departamento, o executor, o SLA e o prazo. Os pedidos que estão sem executor livre aparecem sinalizados, e as tarefas com o SLA em risco ficam no topo. Há também o modo TV e os relatórios em CSV e PDF.
A distribuição considera a proximidade (com RTLS), a carga de trabalho e a ordem de espera, como uma fila de táxi. O coordenador pode atribuir ou reatribuir a tarefa manualmente. Nos pontos de chamada na parede, o crachá e um botão segurado por 5 segundos criam a tarefa já com o local certo.
O que o Journey acrescenta
O Flow olha a tarefa. O Journey olha o paciente: a etapa em que ele está, quanto tempo está nela e onde a espera passa da meta. O acompanhamento cobre etapas como pronto atendimento, triagem, exames, diagnóstico por imagem, centro cirúrgico e recuperação, e cada etapa tem uma meta de tempo com aviso quando ela é ultrapassada.
Na visão das salas, cada uma aparece como ocupada, em limpeza, aguardando limpeza ou livre. O relatório de giro de sala junta a saída do paciente, a limpeza, a ociosidade e a entrada do próximo, e usa o giro medido pelo Flow. Os relatórios de tempos por etapa e a visão de gargalos servem à melhoria contínua.
O paciente é identificado só pelo número do prontuário. Nome, CPF e data de nascimento não entram no sistema, e toda consulta à jornada fica registrada. O acompanhante pode ver a etapa atual e a espera típica numa página sem login, por QR code.
O que isso não promete
O Journey funciona sobre o RTLS, que precisa estar contratado. Sem ele, a chegada ao local no Flow também não é marcada sozinha, e o acompanhamento por etapas não existe.
Os módulos medem os tempos e mostram onde a espera aparece. Eles não explicam sozinhos por que ela aconteceu e não decidem o que mudar. Também não substituem sistemas cirúrgicos nem protocolos clínicos: o Flow coordena as atividades de apoio.
As telas do site usam dados de um hospital de demonstração e prontuários fictícios. Os tempos de cada hospital só aparecem depois que o sistema está em uso.
Quando faz sentido e por onde começar
Faz sentido quando o hospital sente que o fluxo trava, mas não sabe em qual etapa. Algumas perguntas ajudam a escolher o ponto de partida:
- O transporte depende de telefonemas? Então o Flow, com o pedido em dois toques e o aceite registrado, é o primeiro passo.
- A limpeza de leitos e salas depende de alguém lembrar? As tarefas automáticas a partir da alta e a medição pela presença atacam essa passagem.
- A gestão não sabe quanto o paciente espera em cada etapa? É o caso do Journey, com o RTLS já contratado ou contratado junto.
Perguntas frequentes
Preciso do RTLS para usar o Flow?
Alguns recursos do Flow usam o RTLS: a distribuição considera a proximidade e a chegada ao local é marcada sozinha. O coordenador também pode atribuir ou reatribuir a tarefa manualmente. O Journey exige o RTLS contratado.
O que o solicitante enxerga depois de fazer o pedido?
Que o maqueiro aceitou e a estimativa de chegada, sem telefonema. Cada etapa fica registrada com horário.
A limpeza do leito depende de alguém pedir?
Não. A alta do paciente gera sozinha a limpeza terminal, e o equipamento deixado na sala de sujos gera a tarefa de higienização.
O Journey guarda o nome do paciente?
Não. O paciente é identificado só pelo número do prontuário, e nome, CPF e data de nascimento não entram no sistema.
O acompanhante consegue saber em que etapa o paciente está?
Sim, por uma página aberta por QR code, sem login e sem dados pessoais, que mostra a etapa atual e a espera típica. Há também o painel da sala de espera.
Os módulos dizem o que mudar no processo?
Eles mostram tempos, filas e gargalos. A decisão do que mudar fica com a gestão do hospital.
Em que etapa o seu fluxo trava?
Vamos identificar juntos onde estão os maiores gargalos do seu atendimento.