- O TRR mobiliza equipes clínicas em eventos críticos, como o Código Azul, com alarme, escalonamento, confirmação e auditoria.
- O sistema chama um profissional por perfil e passa para o próximo se alguém recusa ou não responde.
- O alerta no eCom toca, vibra e mostra a cor do código. A chegada ao local é reconhecida pela localização.
- Cada ocorrência deixa uma trilha de tempos de confirmação, chegada e atendimento, guardada por 5 anos.
- Os códigos, as cores e os protocolos seguem o que cada hospital define.
Artigo
Código Azul e equipes críticas: mobilizar e auditar o atendimento
Num Código Azul, o tempo de resposta, a composição certa da equipe e o registro do que aconteceu pesam todos ao mesmo tempo. O TRR cuida do acionamento e do registro, e o atendimento clínico continua sendo do hospital.
O que um Código Azul exige de quem aciona
Um Código Azul costuma ser acionado para uma parada cardiorrespiratória. Quem aciona precisa chamar a equipe certa, com os perfis que o protocolo pede, e precisa saber quem aceitou e quem está a caminho. Depois, o hospital quer saber o que aconteceu e em quanto tempo.
Sem um sistema, isso depende de ramais, de telefonemas e da memória de quem estava no plantão. O TRR, o módulo do SigaME para respostas clínicas críticas, organiza essa mobilização para o Código Azul e para os outros protocolos do hospital.
O que o hospital configura antes
O TRR trabalha com uma configuração por código. Cada código recebe o prazo para formar a equipe, o prazo de chegada, os perfis obrigatórios e desejados (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, ascensorista) e a chamada de apoio. Os códigos e as cores seguem o protocolo de cada hospital, e o Código Amarelo, o Laranja, a sepse e o AVC são configurados da mesma forma.
Do acionamento ao encerramento
O acionamento pode ser feito pela tela da plataforma, por um ponto de chamada no leito ou na sala, ou por ramal e sistema de chamada de enfermagem integrado. No ponto de chamada, o profissional usa o crachá e segura o botão por 5 segundos. A partir daí:
- A equipe se forma. O sistema chama um profissional por perfil, priorizando a retaguarda e a equipe de maior prioridade para o código.
- O alerta chega ao eCom. Alarme sonoro de +80 dB, vibração e a cor do código, com opção de aceitar ou recusar.
- O escalonamento corre sozinho. Se o profissional recusa ou não responde, o sistema chama o próximo.
- A chegada é reconhecida. Pela localização do eCom. Sem localização, ela é feita por confirmação.
- A ocorrência é encerrada. Pelo profissional finalizador, pelo console com justificativa ou automaticamente.
O que fica registrado
O TRR gera relatórios com os tempos de confirmação, chegada e atendimento, por ocorrência e por profissional. Um painel TV mostra as ocorrências ativas, e a trilha completa fica guardada por 5 anos.
Os gestores de equipe acompanham as ocorrências, os plantões e os alertas das suas equipes. Os alertas operacionais avisam quando há equipe incompleta no plantão, eCom fora da área, sem cobertura ou com bateria baixa e base sem comunicação, ou seja, problemas que podem ser corrigidos antes de uma chamada.
Localização com privacidade
O TRR usa a localização apenas dos profissionais chamados e apenas durante a ocorrência. Não existe busca livre nem histórico de onde a equipe esteve, o que reduz a exposição de dados pessoais e apoia a conformidade com a LGPD.
No eCom também existe o botão de pânico, que envia um alerta imediato aos gestores com o local, sem abrir ocorrência.
O que o TRR não promete
O TRR mobiliza e registra. Ele não faz o atendimento, não define o protocolo clínico e não substitui o julgamento da equipe. Quem decide o que cada código exige é o hospital, e o sistema segue essa configuração.
Também não promete resultados clínicos. O que o hospital ganha é segurança no acionamento, padronização dos protocolos, menos falhas de comunicação e registro completo dos eventos.
O Flow e o TRR não se misturam. O Flow organiza a operação, como levar um paciente estável à tomografia, e o TRR coordena respostas clínicas críticas. Um eCom serve um módulo por vez, e cada módulo tem suas próprias equipes e plantões.
Por onde começar
A conversa começa pelos códigos e protocolos do hospital. Algumas perguntas ajudam a preparar a configuração:
- Quais códigos o hospital usa e com quais cores? Cada um recebe a sua própria configuração.
- Quais perfis precisam estar presentes em cada código? Os obrigatórios e os desejados são definidos separadamente.
- Quem responde pelos plantões e pelas equipes? Os gestores de equipe acompanham as ocorrências e os alertas.
Perguntas frequentes
O TRR serve só para o Código Azul?
Não. Ele atende também o Código Amarelo, o Laranja, a deterioração clínica, a sepse, o AVC e outros protocolos do hospital, cada um com a sua configuração.
O que acontece se o profissional recusar a chamada?
O sistema escala para o próximo profissional do perfil, o mesmo caminho para quem não responde.
Como o TRR sabe que a equipe chegou?
Pela localização do eCom, com o RTLS. Sem localização, por confirmação.
O TRR guarda o histórico de onde a equipe esteve?
Não. A localização é usada só dos profissionais chamados e só durante a ocorrência. Não existe busca livre nem histórico de posições.
Por quanto tempo a trilha de auditoria fica guardada?
Por 5 anos, com os tempos de confirmação, chegada e atendimento por ocorrência e por profissional.
Qual a diferença entre o TRR e o Flow?
O Flow organiza as tarefas do dia a dia. Acionar a equipe por uma parada cardiorrespiratória é do TRR.
Como está a resposta crítica no seu hospital?
Vamos conversar sobre os códigos e protocolos da sua instituição.